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A História e as Histórias de Bonito

Se perdeu no tempo o nome de quem primeiro olhou para estas paisagens e batizou o lugar, resumindo o que as maravilhas que viu em uma palavra: Bonito!  Talvez tenha sido um kadiwéu, povo que chegou no Século XVI ou XVII às terras que hoje chamamos de Mato Grosso do Sul.

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Lenda da criação dos kadiwéu

Diz uma lenda indígena que Deus criou o mundo e prometeu que voltaria no dia seguinte para entregar ferramentas para os povos. A única etnia que não esperou pelos utensílios foi a dos índios Kadiwéu e, por isso, como recompensa, com um forte sopro, o Criador lhes concedeu uma imensidão de terra onde viveriam e de onde tirariam seu sustento. 

Primeiro contato com os kadiwéu

Os Kadiwéu pertencem à família linguística guaicuru – e na língua kadiwéu existem muitas diferenças entre as falas masculina e feminina. Parte dos historiadores acredita que o primeiro contato dos kadiwéu com o branco se deu ainda no século XVI, através de uma expedição europeia. Os kadiwéu vivem hoje em território localizado no Estado do Mato Grosso do Sul, em terras na região de Bonito e do Pantanal sul-mato-grossense.

Heroicos e artistas

Uma rápida olhada na cultura Guaicuru já deixa transparecer que são pragmáticos. Na Guerra do Paraguai, que teve início em 1864 e terminou em 1870, os Guaicurus fizeram um acordo com o Império Português de que se lutassem pelo Brasil teriam suas terras reconhecidas, o que de fato ocorreu. Duas habilidades opostas, arte e belicismo, convivem de forma harmoniosa na cultura Kadiwéu. Aqui em Bonito você poderá admirar e até comprar belíssimas peças em cerâmica com a colorida e elegante geometria característica kadiwéu. A essas duas soma-se uma terceira, a de criadores de vastos rebanhos equinos.

Ouro enterrado sob figueiras

Muitas batalhas da Guerra do Paraguai se deram no Mato Grosso do Sul. Os uruguaios que vinham lutar em terras brasileiras traziam ouro para garantir o sustento, e o enterravam junto a uma figueira. Na volta para a casa, desenterravam seu tesouro. Acontece que muitos jamais voltaram. Não adiante trazer pás, a natureza de Bonito é intocável.

Jean Batpiste Debret colocou os Guaicurus na História da Arte

Em 1822, com a aquarela que batizou de Carga de Cavalaria Guaicuru, J.B.Debret retratou as habilidades cavaleiras dos Guaicurus,  –e mencionou: “imaginam um ardil que, por si só, dá uma ideia de sua destreza e de sua perícia no cavalo. Cada cavaleiro, unicamente apoiado com pé direito no estribo, segura a crina com a mão esquerda e assim se mantém suspenso e deitado ao longo do corpo do cavalo e conserva essa atitude até chegar a carregar a lança e, então se ergue na sela e combate com vantagem…”

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Como surgiu o município

Sabe-se que em 1869 existia a Fazenda Rincão Bonito, pertencente ao município de Miranda, abraçando em suas 10,5 léguas quadradas grande parte das belezas naturais que hoje surpreendem o mundo. Em 1915, o lugar que era chamado de Vila Rincão Bonito é separado de Miranda e elevado à Distrito de Paz de Bonito. Em 02 de Outubro de 1948 nasce o Município de Bonito.

Bonito para poucos

Até os anos 1970 as maravilhas de Bonito eram um privilégio apenas de seus moradores. Mas cada um que chegava, geralmente parente distante de algum morador, encantava-se com a transparência das águas na Gruta do Lago Azul e da Ilha do Padre, que receberam infraestrutura para visitação turística. No final da década de 1970 foi concluído tombamento da Gruta do Lago Azul junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Foto: André Seale

Descobertas espetaculares

Na década de 1980, por iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado do Mato Grosso do Sul, os espeleólogos Clayton Ferreira Lino e Paulo Boggiani realizaram vistorias em cavernas de Bonito e descobrindo novas cavernas. Nessa época Bonito já recebia turistas em volume crescente, mas ainda de forma amadora, que implicava em riscos para o meio ambiente. 

Foto: Visit MS Oficial

Bonito encontra o seu verdadeiro destino

A partir de 1983, quando a Prefeitura de Bonito declarou o turismo como vocação do município, os rumos da economia local começaram a mudar de região de agropecuária para polo de ecoturismo. Três anos mais tarde, em 1986, foi criado o CONDEMA, Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente. Nos nove anos seguintes Bonito já oferecia uma belíssima variedade de atrativos turísticos.

A TV revela Bonito para todos brasileiros

Bonito foi lançado como destino turístico quando sua beleza natural foi revelada na televisão brasileira em 1990. Águas transparentes, rios que mais pareciam aquários de um azul hipnotizante, cachoeiras fabulosas, grutas misteriosas. Todos tiveram certeza de que o paraíso ficava no Brasil.

O Conselho de Bonito que inspirou outros destinos

Em 1995 é criado o Conselho Municipal de Turismo de Bonito – COMTUR, hoje uma referência nacional para a implantação de Conselhos em outros destinos turísticos no Brasil. 

Foto: Daniel De Granville

Voucher Único de Bonito, natureza preservada para o mundo

Também em 1995 é criado o sistema de Voucher Único, documento obrigatório para que os turistas pudessem visitar os passeios. O Sistema de Voucher Único, tornado digital em 2010, estipula a capacidade de visitação máxima diária de cada atrativo ecológico de Bonito, a partir de severos estudos de impacto ambiental.

Foto: Breno Teixeira

Bonito é cenário de novela

Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco, exibida na Rede Globo entre Junho de 2005 e Março de 2006, teve cenas da personagem Serena gravadas em locações idílicas de Bonito. A produção de cerca de 70 profissionais contou com a ajuda de bombeiros, militares do Exército e uma equipe de rapel para transportar os equipamentos

Se clicar, vai se emocionar

Fernanda Reverdito, da Casa da Memória Raída de Bonito Serra da Bodoquena, levará você por um passeio emocionante neste vídeo, que é também uma verdadeira declaração de amor à história e à natureza de Bonito. A Casa da Memória Raída é um Espaço Cultural com museu e contação de Histórias, aberto de terça a Domingo, das 18:00 as 22:00. A Contação de Histórias acontece às 19:00hs. Fernanda convida: Venham mergulhar em nossas histórias e se embebedar de nossa maior riqueza, as memórias. Lembranças dos bravos índios guerreiros Kadwéu, de Silvino Jacques, o bandoleiro, de Sinhozinho, o curandeiro milagroso, e de muito mais.

Muito em breve colocaremos aqui nesta página mais histórias e curiosidades de nossa Bonito Incomparável. 

Lembre-se de voltar! Se quiser, podemos avisar você:

IDB – Instituto de Desenvolvimento de Bonito
Rua 24 de Fevereiro 1507 Bonito | Mato Grosso do Sul | 79.290-000
[email protected]

 

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